Reciclar o olhar

by Be-Blogger Portugal on: Janeiro 27th, 2012

Foi pelo Verão de 2011 que os passeantes Lisboetas começaram a notar algo diferente pela cidade. Um perto de casa, outro pela saída do Metro… mas estes vidrões sempre estiveram aqui? Não é que não gostássemos dos vidrões antes, não é algo que possamos dizer se é bonito ou feio, um vidrão é um vidrão, e antes do Verão de 2011, provavelmente não olharíamos para um mais que uma vez.

Hoje nenhum vidrão passa despercebido aos Lisboetas e muitos turistas desta cidade.

Foi graças à acção “Reciclar o Olhar”, uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa, que dezenas de artistas se juntaram para deixar a sua marca na cidade, transformando os vidrões em verdadeiras manifestações de arte urbana.

Cada um com o seu estilo, com envolvimento das comunidades (escolas, associações ou colectividades) ou apenas com a intervenção do artista em si, os vidrões da cidade de Lisboa tornaram-se num ícone de uma nova identidade da cidade. Com uma abordagem inovadora e irreverente, a cidade de Lisboa ganha mais uns pontos na sua imagem moderna e contemporânea.

Mas esta acção não passou apenas pelos vidrões, “Reciclar o Olhar” transformou também cinco camiões de recolha do lixo, que podemos encontrar a circular pelo Bairro Alto ou a Baixa Pombalina, exibindo a criatividade dos graffiters MAR, Maria Imaginário, Miguel Januário, RAM e SLAP.

“Reciclar o Olhar” começou com 17 artistas convidados e 20 vidrões, agora vai na sua terceira fase que pintou no mês de Janeiro mais 50 vidrões por toda a cidade. Mas o trabalho não acaba até incluir os 415 vidrões espalhados por Lisboa e reciclar todos os olhares com este projecto, talvez um pouco irreverente para alguns, mas que é uma “injecção” de arte feita à medida para uma cidade como Lisboa.

A todos os participantes neste projecto, o nosso sincero agradecimento por reciclarem o nosso olhar, transformando algo outrora pouco chamativo em obras de arte, e iluminando um pouco mais a cidade de Lisboa.

Lisboa está mais urbana, vibrante e artisticamente eco correcta!

 
 

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